Notícias

Senai e Sesi promovem discussão sobre novo ensino médio com especialista renomado

Terça-feira, 24 de abril de 2018

Professor, economista e colunista da revista Veja, Claudio de Moura Castro considera essa mudança positiva

Docentes da rede Sesi/Senai de ensino e convidados assistiram, na noite dessa segunda-feira, 23, a uma palestra proferida por um dos maiores especialistas em educação do País: o professor, economista e colunista da revista Veja, Claudio de Moura Castro. Durante o evento realizado no Senai/Poço, ele passou uma visão de conjunto da formação profissional, o que acontece pelo mundo e as tendências nessa área.

Ele é graduado em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais, tem mestrado em Economia pela Universidade de Yale e concluiu doutorado na Universidade de Vanderbilt. Cláudio de Moura Castro também lecionou em prestigiadas universidades do Brasil e do mundo, como a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, a Fundação Getúlio Vargas, a Universidade de Brasília, a Universidade de Chicago, a Universidade de Genebra e a Universidade da Borgonha.

Com vasta experiência, ele considera positiva a mudança no ensino médio, que facilita a formação técnica dos alunos. Alagoas é um dos cinco estados brasileiros que se anteciparam à mudança curricular do Ministério da Educação (MEC) e, por meio dos departamentos nacionais do Sesi e do Senai, desenvolve uma turma do curso de Eletrotécnico com essa nova formatação na Escola Sesi/Senai de Maceió, localizada no bairro do Benedito Bentes.

“O (curso) técnico era inviável, porque você pegava o ensino médio e botava mais mil horas em cima, achando que o tipo de clientela que iria para esse técnico daria conta disso. Quer dizer, você já tinha um ensino médio sobrecarregado e, assim, botava mil horas. Não deu certo. Essa nova lei integra as matérias técnicas dentro do currículo de 2.500 horas ou o que seja. Aí, tem chance de funcionar”, afirma.

Moura considera o Senai como “um ponto fora da curva”, muito melhor do que a educação pública brasileira, porém, avalia que são necessárias algumas adaptações. O economista carioca lembra a experiência de uma empresa de formação profissional que visitou nos Estados Unidos, que oferta a qualificação após conversar com os clientes e descobrir as necessidades de cada um. São dois dias para montar o curso, porque os módulos já estão prontos.

“Então, a ideia é você ter módulos e customizar o curso de acordo com a necessidade do freguês, quer dizer, se o freguês não tem soldagem oxiacetilênica, não vamos perder tempo ensinando. Se não tem eletrodo revestido, vamos botar só mig mag. Ou ,se só tem oxiacetilênica, que nem uma oficina de lanternagem, não interessa mig mag”, exemplificou.

A diretora de Educação e Tecnologia do Sesi e do Senai, Cristina Suruagy, que acompanhou a palestra, afirmou que esse é o caminho natural das duas instituições: adaptabilidade sem perda da qualidade. “Precisamos nos adaptar e ajustar aos anseios do mercado, mantendo a nossa identidade”, declarou.

Compartilhe: